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 Caminhões da História - Fevereiro 2010

Museu Histórico do Corpo de Bombeiros:
Um tesouro no coração do Rio
*Da Internet - André Grigorevski

A maior parte das pessoas que passam pela movimentada Praça da República, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, certamente não sabe que no interior do histórico Quartel Central do Corpo de Bombeiros existe um espaço aberto à população onde a história da corporação é preservada.
O visitante do museu terá a oportunidade de conhecer o primeiro veículo do Corpo de Bombeiros Provisório da corte de Dom João VI, um carro-pipa de 1856 que era puxado por cavalos. Também de tração animal, está em exposição o primeiro carro-ambulância da Corporação, produzido em 1899 sobre um chassi modelo Vitória, de procedência inglesa. Os veículos ingleses, por sinal, têm forte presença no acervo possuindo inclusive direção do lado direito.
Entre os veículos motorizados, impressionam a simplicidade do caminhão auto-escada mecânica de 1916 e a imponência de seu modelo equivalente do ano de 1948, ambos produzidos pela fábrica Merryweather & Sons. Destaque também para a auto-escada mecânica "Mestre Arsene Maire", construída e montada na oficina do Corpo de Bombeiros em 1918. Medindo 8,5 metros de comprimento e pesando cerca de 6.500kg, o veículo atingia a velocidade máxima de 35km/h. Outros veículos motorizados também estão em exposição, como as curiosas viaturas do início do século XX que transportavam as bombas que lançavam água para o combate aos incêndios.
Além dos veículos expostos, também é possível conhecer a história do Corpo de Bombeiros através de diversas peças, como bombas d'água, antigos extintores de incêndio, instrumentos da consagrada Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros e até mesmo uma vitrine com capacetes utilizados pelos bombeiros em diferentes épocas e em diversos países do mundo. Destaque também para o primeiro hidrante instalado na cidade do Rio de Janeiro, na Rua Uruguaiana em 1876, e o avisador de incêndios de 1879 que era um dos instalados no centro comercial da cidade. Estes aparelhos substituíram as antigas formas de alertas de incêndios, que eram feitos por tiros de canhão do Morro do Castelo ou pelos sinos das igrejas.
Uma visita ao Museu Histórico do CBMERJ é uma das boas opções de lazer cultural que podem ser encontradas na cidade do Rio de Janeiro, proporcionando um excelente conhecimento sobre a história de uma das mais respeitadas instituições do Brasil.

 Caminhões da História - Dezembro/2009

Ford F- Series

Primeira Geração 1948-1952
A primeira picape da série F da Ford entrou no mercado em 1948. Com aparência moderna e caçamba plana, de peça única, e faróis integrados ao corpo. Até 1959 todas as caminhonetes eram com tração nas 4 rodas.
No intervalo de 1948 a 1952 o design pouco mudou, a característica mais marcante na época foi a ampla grade do radiador que era composta por uma série de barras horizontais e os faróis embutidos na parte frontal, quase no pára-lama. A primeira geração das picapes F foram produzidas em dezesseis diferentes fabricas.
As capacidades de carga em toneladas eram:
F-1: 1/2 - F-2: 3/4 - F-3: 3/4 - F-4: 1 - F-5: 1 1/2 - F-6: 2 ton: (Que também foi adaptada para ser utilizada como ônibus escolar) - F-7: 2 1/2 - F-8: 3.

Segunda Geração 1953-1956
A F-Series foi redesenhada para sua reestréia em1953. Agora com novos nomes, a F-1 virou F-100, a F-2 F-250, e agora a antiga F-3 se chama F-350 e com capacidade ampliada para 1 tonelada. E em treze de março de 1953 foi disponibilizado o cambio automático como opcional em todos os modelos. Da segunda geração foram produzidas no Brasil de 1957 a 1962, os mais conhecidos na época F-100 e F-350.
Os Modelos são:
F-100: 1/2 ton - F-110: 1/2 ton - F-250: 3/4 ton - F-260: 3/4 ton - F-350: 1 ton - F-360: 1 ton - F-500: 1 1/2 ton - F-900: 3 ton.

Terceira Geração 1957-1960
Novamente em 1957 foi remodelado, agora com capo nivelado e nova grade cromada. E a partir de 1959 os motores que antes eram produzidos pela terceirizada Marmon Herrington agora são produzidos em casa pela Ford Motor Company.
Terceira geração, foram montados no Brasil de 1962 a 1971: F-100, F-350 e F-600.
Os Modelos são: F-100 (F10, F11, F14): 1/2 ton - F-100 (F18, F19)(4X4): 1/2 ton - F-250 (F25, F26): 3/4 ton - F-250 (F28, F29)(4X4): 3/4 ton - F-350 (F35, F36): 1 ton - F-500 (F50, F51), : 1 1/2 ton


 Caminhões da História - Novembro/2009

(...continuação da Edição 06.)

A contínua evolução do ramo automobilístico, e a recuperada econômica após a crise de petróleo da década de 70, alavancaram as vendas de carros de passeio. E um país continental como o Brasil, precisou levar a toda sua extensão esse produto, que tinham como principais portos de importação Vitória – ES e Santos – SP, e região de produção o ABC paulista.
Nos Estados Unidos esse ramo de transporte já estava estabelecido e teve constantes melhorias ao decorrer dos anos. Talvez a mais importante foi a introdução de comandos hidráulicos, que permitiu que cada carro pudesse ter o seu espaço especifico milimetricamente calculado. Assim era possível aproveitar espaços sobre o capo e porta-malas, arranjos com alguns veículos inclinados, até mesmo com a plataforma rebaixada entre os eixos, encaixando mais um ali e também um sobre a cabine, levando até 11 carros em uma única viagem e peso aproximado de 12 toneladas para carros populares, com isso até baixando um pouco os custos de transporte desse produto. O que era muito importante devido à concorrência que começava a surgir entre as montadoras, pois eram comuns os clientes pagarem o transporte de seu caro novo separado do valor do próprio bem.

 Caminhões da História Outubro/2009

Com a industrialização nacional e com o crescimento econômico do país, já nas décadas de vinte e trinta, surgiu um grande espaço para grandes montadoras automotivas se instalarem aqui, visando tanto o mercado interno, como a exportação para nossos vizinhos na America latina. É ai que entram os caminhões cegonha.
Hoje é possível levar até 11 carros em uma única cegonha, em caminhões 6x2, muito diferente de como era nas década de 1930 e 1940.
O transporte de veículos leves sobre os pesados começou com charretes, nos Estados Unidos, em carrocerias sem partes moveis, apenas duas plataformas, cinco em cima, totalmente expostas e quatro em baixo, em um espaço quase fechado, não havia comandos hidráulicos, e a pouca organização da carga não permitia levar muitos carros de uma vez só. O embarque era feito por rampas metálicas ou de madeira.
O mais comum eram levar de 3 a 5 carros apenas, e na maioria eram veículos utilitários diversos, pois apenas as famílias muito ricas tinham veículos particulares para lazer.
continua...



 Caminhões da História Agosto/2009

Mercedes-Benz

A importação de peças e a montagem no Rio de Janeiro

Antes da inauguração da fábrica, a presença da marca no País não era tão expressiva. Apesar de alguns veículos Mercedes-Benz terem sido importados nos anos anteriores, a implantação da marca no País foi iniciada de forma consistente por Alfred Jurzykowski. Em 1949, o comerciante de origem polonesa abriu no Rio de Janeiro a Distribuidores Unidos do Brasil S.A., empresa destinada a exportar produtos brasileiros para a Europa, em troca de bens industrializados daquele continente.
Dessa forma, chegavam ao País chassis de caminhões e de ônibus, além de automóveis Mercedes-Benz. Com o tempo, a empresa passou a montar os veículos importados, numa oficina capaz de entregar até 10 caminhões por dia. Foi o crescimento do negócio que deu origem à Mercedes-Benz do Brasil, fundada em 1953.

Apostando no diesel

Ao contrário da maior parte da frota da época, os veículos da marca contavam com motor a diesel – em 1950, menos de 2% dos caminhões que circulavam no Brasil eram movidos por esse combustível.
Para atrair o interesse dos clientes, habituados aos veículos a gasolina, a empresa mostrou por meio da autonomia de seus produtos e do preço inferior do litro do diesel que esse combustível oferecia maior economia. Algumas viagens, acompanhadas por jornalistas, técnicos e militares, foram organizadas para comprovar o fato. Ao final da experiência, a média de consumo de um caminhão de cinco toneladas foi de quase seis quilômetros por litro, resultado muito favorável quando comparado ao que era proporcionado pelos motores a gasolina da época.

A foto acima - 1956 1º Caminhão Diesel Fabricado no Brasil
Foi o modelo L-312 da Mercedes, com capacidade para 5/6t, produzido em 1956. A partir de 1958, a linha começou a se ampliar para atender à crescente solicitação do mercado de transporte de carga.

A foto abaixo - O 321 – a família de ônibus, com opção urbana e rodoviária, se destacou por oferecer os primeiros monoblocos produzidos no País. Sua produção teve início em 1958.

 Caminhôes da História julho/2009

...continuação

Já em 1951 começou a produção do FNM D-9,500, mas a sua comercialização só se daria no início de 1952.  Graças a suas características de grande robustez, foi imediatamente muito bem aceito no mercado.  Além disso, era o único caminhão a possuir uma espaçosa cabine leito dotada de duas camas, ideal para longas viagens, que então duravam de semanas a meses.
Já em 1958 a FNM lançava o modelo D-11.000, com motor de 11 litros e potência de 150 CV, a qual seria aumentada para 175 CV em 1967.  Em 21 de abril de 1960, em comemoração à fundação de Brasília, a FNM lança o 1º automóvel da sua linha, derivado do Alfa Romeo 2000, e denominado FNM JK.  Posteriormente ele seria substituído pelo modelo FNM 2150, e mais tarde pelo Alfa Romeo 2300.
Em 1968 a fábrica foi vendida para a Alfa Romeo italiana, numa das primeiras privatizações do país;
Em 1972, lançou os novos caminhões FNM 180 e 210, com 180 CV e 215 CV, respectivamente;
Em 1973 a FIAT compra 43% das ações da Alfa Romeo, e em 1976 assume o total controle acionário.  A Fiat continuou produzindo os FNM 180 e 210 até 1979, quando os substituiu pelo FIAT 190;
Em 1985, já administrada pela Iveco (empresa italiana do grupo FIAT) e com o declínio acentuado na venda de caminhões, encerra as suas atividades no Brasil.

Acima um Toco Original – Standart D-11.000 1965 exposto em Marialva Pr e abaixo um Standart 1960 também D-11.000.

 Caminhões da História junho/2009

A construção da Fábrica Nacional de Motores (FNM) foi iniciada em 1940, no governo de Getúlio Vargas, na cidade de Duque de Caxias-RJ, distrito de Xerém.  Ela foi idealizada pelo Briga-deiro Antônio Guedes Muniz, tendo sido ofici-almente  fundada em 13/06/42, para a construção de motores aeronáuticos, que seriam utilizados em aviões de treinamento militar.  Era a época da 2ª Guerra Mundial, e em troca da utilização de bases militares no nor-deste brasileiro, o gover-no norte americano deu incentivos financeiros e  assistência técnica, para a construção tanto da FNM, como da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).
A produção de fato começou apenas em 1946, quando o maquinário ficou pronto, e pouquís-simas unidades de motores de avião chegaram a ser construídos pela FNM, pois, com o fim da guerra, os mesmos já estavam ultrapassados e se tornaram obsoletos. Nesta época a FNM já era chamada de “cidade dos motores”.
Inicia-se então um período de reformulação, e como as exce-lentes máquinas importadas para a fabricação daqueles motores facil-mente se adaptavam a vários outros tipos de produção, iniciou-se a fabri-cação de geladeiras, compressores, bicicletas, tampinhas de garrafas e peças para trem, fazendo-se também serviços de revisão de motores de avião.  Isso até 1948.
No começo de 1949 a FNM firmou contrato com a Italiana Isotta Fraschini para a fabricação de um caminhão Diesel de 7,5 lt, inici-almente apenas montado aqui, mas com projeto de nacionalização pro-gressiva. Até o fim daquele ano foram entregues 200 desses caminhões, denominados FNM IF-D-7300 para 7.500 kg.  Mas já em 1950 a Isotta, que enfrentava dificuldades financeiras em casa, veio a encerrar as suas atividades.
Em vista disso, pouco tempo depois (ainda em 1950) a FNM  firmou um novo acordo, com a também italiana Alfa Romeo, pelo qual seriam fabricados os cami-nhões Alfa Romeo, e também chassis para ônibus, sob licença da marca italiana. Os caminhões seri-am denominados FNM-Alfa Romeo D-9.500, e seriam equipados com mo-tor de 130 CV, tendo uma capacidade de carga de 8.100 kg (aumentada para 22.000 kg, se acoplado a uma carreta de dois eixos).Continua...


Acima FNM 1956 - D 9.500 - e abaixo um FNM 1957 da Covre Transporte.

 Caminhões da História maio/2009